Apresentação

Espaço para a apresentação e análise de estudos e pesquisas de alunos da UFRJ, resultantes da adoção do Método de Educação Tutorial, com o objetivo de difundir informações e orientações sobre Química, Toxicologia e Tecnologia de Alimentos.

O Blog também é parte das atividades do LabConsS - Laboratório de Vida Urbana, Consumo & Saúde, criado e operado pelo Grupo PET-SESu/Farmácia & Saúde Pública da UFRJ.Nesse contexto, quando se fala em Química e Tecnologia de Alimentos, se privilegia um olhar "Farmacêutico", um olhar "Sanitário", um olhar socialmente orientado e oriundo do universo do "Consumerismo e Saúde", em vez de apenas um reducionista Olhar Tecnológico.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Como a farinha de banana verde pode prevenir ou controlar o diabetes tipo 2?

Farinha de banana verde

Autoras: Nathália Magalhães e Luiza Mayor


Descrição: A farinha de banana verde é um alimento funcional, cujo principal componente é o amido resistente, o qual é uma forma de carboidrato responsável pela maioria dos benefícios à saúde da farinha. É considerado uma fonte rica em minerais, não contém glúten e gorduras totais. Além disso, em relação à banana madura, possui menos calorias e carboidratos e maior quantidade de fibras.

Dieta com excesso de ácido fólico



Até que ponto os aditivos e coadjuvantes alimentares respaldados pela legislação são benéficos para a saúdes?




A adição proposital de substâncias nos alimentos é utilizada para fins de modificar sabor, aroma e a aparência em prol das vendas e até mesmo da saúde, nutrientes como o ácido fólico são adicionados obrigatoriamente na farinha como determina a ANVISA

Sene 500 mg em cápsulas: a ingestão em excesso pode trazer riscos à saúde?

AUTORAS: RAIHANE VIANNA E YULLI MORAES



Descrição: 

Na atualidade um dos principais objetivos da população mundial é atingir um padrão de beleza estipulado pela mídia, com esse intuito a busca pelo emagrecimento a qualquer custo é extremamente frequente. Essas pessoas em vez de pensarem em melhorar seus hábitos alimentares e praticar exercícios regularmente, recorrem aos métodos mais fáceis e rápidos, como dietas mirabolantes e duvidosas e produtos que apesar de parecerem cumprir o papel de emagrecedor, na verdade acarretam em maiores problemas de saúde. Um desses produtos é o Sene 500mg, um produto tradicionalmente utilizado como um laxante natural para combater a prisão de ventre. Porém, apesar da finalidade medicamentosa, é mais usado por quem quer emagrecer, já que por ter efeito laxativo, reduz o inchaço na região abdominal, proporcionando um aspecto estético de uma silhueta mais magra.


Farelo de aveia pode causar carência nutricional?

Autores: Lucas Machado Ascari e Raíssa da Silva Alves

FARELO DE AVEIA


Descrição
O farelo de aveia é um alimento funcional com alta quantidade de fibras e fitato e baixa quantidade de amido e fitase. Uma vez que o fitato forma complexos insolúveis com cátions polivalentes, como cálcio e magnésio, o grande consumo desse produto poderia reduzir a absorção intestinal desses íons, provocando carência nutricional.

Psylliumax Cápsulas e Diabetes Mellitus do tipo 2


Psylliumax Cápsulas - Quais os efeitos no controle glicêmico de pacientes diabéticos tipo 2?



Descrição do produto: Psylliumax é um produto a base de psyllium, uma fibra extraída da casca da semente da planta Plantago ovatae. É ricamente composto por fibras solúveis, que proporcionam saciedade, auxiliam no emagrecimento, ajudam no controle do colesterol total e melhoram o desempenho do intestino. Seu principal mecanismo visa auxiliar na redução da absorção de gordura no organismo e seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis.
Sugere-se a ingestão de 7 cápsulas ao dia, antes da principal refeição.

Fundamentos Bromatológicos  e Legislação:


O Psyllium é uma fibra solúvel, este tipo de fibra também pode ser encontrada em aveia, ervilhas, feijões, maçãs, frutas cítricas, cenouras e cevada. Se enquadra na Resolução n. 19, de 30 de abril de 1999 da Anvisa, por ser um alimento com alegação de propriedades funcionais e ou de saúde. De acordo, com a Anvisa, alegação de propriedade funcional é aquela relativa ao papel metabólico ou fisiológico que o nutriente ou não nutriente tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo humano e a alegação de propriedade de saúde é aquela que afirma, sugere ou implica a existência de relação entre o alimento ou ingrediente com doença ou condição relacionada à saúde. O psyllium só pode ser definido no rótulo como um adjuvante de emagrecimento desde que a porção diária pronta para consumo do produto seja de no mínimo 3g.

PSILLIUM OU PSYLLIUM
Alegação
“O psillium (fibra alimentar) auxilia na redução da absorção de gordura. Seu consumo deve estar associado a uma alimentação equilibrada e hábitos de vida saudáveis”.
Requisitos específicos
Esta alegação pode ser utilizada desde que a porção diária do produto pronto para consumo forneça no mínimo 3g de psillium.


Discussão e Conclusão: O uso deste tipo de fibra é indicado para pacientes que buscam a perda de peso, e além disso, devido a alguns de seus mecanismos pode ser utilizado no tratamento e controle da diabetes do tipo 2. O psyllium é um exemplo de fibra solúvel, que quando em água, forma um gel viscoso, que aprisiona os nutrientes, impedindo a ação das enzimas digestivas e sua absorção. Ele reduz o pico de glicose pós prandial e os níveis de hemoglobina glicada HbA1c, já que impede a absorção da glicose, e melhora a sensibilidade das células à ação da insulina. Além disso tem efeitos no colesterol, diminuindo tanto o colesterol total quanto o LDL. Logo, o Psyllium merece atenção como possível suplemento dietético para pacientes portadores de diabetes tipo 2, já que demonstra resultados positivos no controle glicêmico. 

Referências:

1. Abutair, AS et al. Soluble fibers from psyllium improve glycemic response and body weight among diabetes type 2 patients (randomized control trial). Nutrition Journal, 2016;15(1): 1-7.

2. Pastors J.G et al. Psyllium fiber reduces rise in postprandial glucose and insulin concentrations in patients with non-insulin-dependent diabetes. American Journal of Clinical Nutrition, 1991;53(6):1431-1435

Por Aline Cisneiros Figueiredo.

Cevada torrada e moída SUPERBOM - 500G

AUTORES: RAFAEL DEIRÓ E RICARDO ADAME


Tema

Cevada torrada e moída SUPERBOM - 500G





Indagação

Porque dizem que a cerveja faz mal a saúde se o café de cevada, que é a cevada torrada e moída e presente na cerveja, faz bem para a saúde?

Hipótese

O problema na cerveja é não beber com moderação. Assim como outro alimento qualquer, tudo depende da dose que irá consumir. 

Uso seguro de cápsulas de ômega 3 (Óleo de peixe).

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Tema : Uso seguro de cápsulas de ômega 3 (Óleo de peixe).  

Descrição do produto:
As cápsulas de óleo de peixe, compreendem em isolados de ácidos graxos ômega 3 (recebem essa nomenclatura de acordo com as regras da IUPAC referentes às suas insaturações) que são uma classe essencial de ácidos graxos poliinsaturados (AGPIs). Os ácidos graxos ômega 3 clinicamente importantes incluem: ácido (α) linolênico (LNA), ácido eicosapentanoico (EPA) e ácido docosahexaenoico (DHA). Esses ácidos graxos são tidos como essenciais, isso é, nosso organismo não o produz, sendo necessária a ingesta desses na alimentação.
As perguntas que ficam a rodear o tema são : Seria seguro o uso indiscriminado de ômega 3 por idosos? Populações que não consomem alimentos de origem animal poderiam substituir o consumo dos mesmos (ex.: frutos do mar) por essas cápsulas? Até onde pode ser prejudicial ao paciente o livre acesso ao produto?

 Fundamentos Bromatológicos:

O FDA estabeleceu que o consumo diário de EPA e DHA não deveria exceder 3 g/dia devido a possíveis efeitos adversos sobre o tempo de sangramento, controle glicêmico e níveis de colesterol de baixa densidade (LDL). Em função das estimativas de ingestão de EPA e DHA a partir de alimentos, foi estabelecido que os suplementos não poderiam ser comercializados com uma recomendação de consumo diário superior a 2 g/dia.2

O NHMRC (National Health and Medicine Research Councill) estabeleceu um limite máximo diário de 3 g/dia para EPA, DHA e DPA a partir de evidências que sugerem que quantidades mais elevadas podem impactar negativamente na resposta imune.1

Um estudo recente de Brasky e Colaboradores (2013), publicado no Journal of the National Cancer, relaciona quantidades muito altas de ômega 3 no organismo com a maior incidência de câncer de próstata, sendo esta relação ainda não muito bem esclarecida, devendo ser melhor investigada em outros estudos.3

O rótulo da embalagem (MAXINUTRI® com 120 cápsulas) de ômega 3, especifica que 1 cápsula contém 1000 mg de ômega 3, correspondendo à administração de 2 cápsulas/dia. Entretanto não é veiculada qualquer informação a respeito dos riscos do exagero ao tomar tais cápsulas. Afinal, uma embalagem com tantas amostras, passam a falsa impressão de que quanto mais se ingere ômega 3, melhor.


Legislação:

A RDC 54/2012 define como INC (Informação Nutricional Complementar), qualquer representação que afirme, sugira ou implique que um alimento possui propriedades nutricionais particulares, especialmente, mas não somente, em relação ao seu valor energético e/ou ao seu conteúdo de proteínas, gorduras, carboidratos e fibra alimentar, assim como ao seu conteúdo de vitaminas e minerais. Também leva-se e consideração as exigências de comprovação de eficácia e segurança de uso, dispostas na RDC 18/99.
Com base nisso, o rótulo apresenta valores dentro dos preconizados pelas unidades competentes como porções diárias (3 cápsulas = 540mg de EPA por exemplo), entretanto não há qualquer informação referente aos riscos do uso exacerbado do produto. De acordo com a legislação, apenas a RDC 54/2012 está sendo respeitada.


Discussão e Conclusão

Muito se discute ultimamente a respeito de uma alimentação saudável e envelhecer com saúde. Tópicos clichês (porém não tão equivocados) veiculados pelas mídias frequentemente vem a tona como foco de importância, como por exemplo : “Combate aos radicais livres” ou “melhorar colesterol”. É verdade que esses tópicos sejam relevantes no quesito envelhecer bem, porém a população acaba por confundir o uso das cápsulas de ômega 3. Muitas das vezes o indivíduo acredita estar fazendo uso de um medicamento (que sanaria por completo seus problemas) e não vê essas cápsulas como mero auxílio nutricional. Dessa forma, cria-se a ilusão de que tomar ômega 3 em algum período do dia, livra a pessoa de outras práticas, como regrar uma dieta ou praticar exercícios físicos e assim, pode ser que o uso de ômega 3 isolado, torne-se um inimigo ao invés de um aliado quando se trata de envelhecer com qualidade.

Porém, popularmente não se conhecem muitas outras fontes do ômega 3 se não peixes e algas. Pessoas que não tem o hábito de comer frutos do mar (por qualquer razão, seja por não gostar ou quiçá morar longe do litoral) tem as funções fisiológicas dependentes desse ácido graxo comprometidas e quando se trata de envelhecer com saúde pior é o quadro, uma vez que esse óleo tem função primordial no combate aos radicais livres, fator crítico no envelhecimento.
Ainda em tempo, ressalta-se também o metabolismo de lipídeos, que já na meia idade começa a se tornar deficitário. Essa discussão quase que convence que é extremamente seguro tomar indiscriminadamente cápsulas de óleo de peixe, pois “veja bem! Um produto ‘natural’ que atende às carências nutricionais e energéticas! Como isso pode me fazer mal?”. O mal está justamente no uso solo do produto. Aprendemos durante nossa graduação em qualquer área de saúde, que nunca uma intervenção farmacoterapêutica é o suficiente, sempre é necessário o que chamamos de PIC (Práticas Integrativas Complementares), que consistem em atividades físicas por exemplo.
Não estamos falando de um produto seguro como algumas plantas medicinais de baixo índice terapêutico. Estamos falando de um produto industrializado referente a um dos macronutrientes mais debatidos na saúde idosa : as gorduras.
De nada adianta a administração de cápsulas de ômega 3, se em paralelo não é feito um exercício físico ou se mantém uma dieta balanceada. De nada adianta a administração de ácidos graxos que colaboram para a elevação de HDL, se os hábitos sociais/alimentares convergem para a elevação de LDL. Em suma, de nada adianta a suplementação sem informação. Vejamos que até agora, no presente trabalho, não foi citada uma consulta com um médico/farmacêutico/nutricionista, pois esses produtos são vendidos livremente em farmácias (e claro, por um valor elevado, pois o público alvo são em maior parte idosos de classes econômicas mais altas, que não tem mais muito com o que se preocupar se não a saúde).
Isso é tão verdade, que não é raro um paciente usuário de estatinas (anti-dislipidêmicos) omitir do seu médico que faz uso de óleo de peixe e afins. Não que haja qualquer interferência na terapêutica, mas é uma informação importante uma vez que o campo de atuação dos dois produtos é o mesmo.
A eficácia e segurança do uso do óleo de peixe depende diretamente de outras praticas cotidianas e essa informação tão importante, não consta no rótulo do produto de forma clara (quando consta).
Comumente, médicos também desinformados a respeito dos riscos do uso exacerbado de ômega 3, receitam o uso de duas cápsulas em cada refeição (totalizando 4 cápsulas por dia, o dobro do limite máximo diário preconizado na literatura). Ironicamente, uma pessoa leiga, sem prescrição provavelmente não tomaria 4 cápsulas ao dia até mesmo pelo tamanho das mesmas, sendo nesse caso então um erro também profissional, motivado pela falta de informação científica no meio.

É fato que uma alimentação balanceada sempre será a melhor escolha, tanto economicamente quanto clinicamente. Se chegar ao ponto da necessidade da suplementação, há algo errado ou com a fisiologia ou com a alimentação do paciente. De qualquer forma, sempre é necessário procurar um profissional competente para sanar qualquer dúvida e orientar corretamente o indivíduo. Também é de responsabilidade do profissional, procurar se informar a respeito de qualquer informação relacionada ao uso de qualquer produto. Não significa que o consumo de ômega 3 tenha a necessidade de prescrição, porém quando a propaganda desses produtos (que seja na embalagem) for veiculada, deve ser evidenciado a necessidade de se consultar com um profissional ou explicitar os riscos de se ultrapassar os limites máximos diários. Dessa forma, a eficácia e segurança do uso desse produto estarão garantidas, bem como a saúde do paciente.

Referências:

1.     National Health and Medical Research Council. Nutrient Reference Values for Australia and New Zealand Including Recommended dietary intakes. 2006, 332p.

2.     Food and Drug Administration. Letter Regarding Dietary Supplement Health Claim for Omega-3 Fatty Acids and Coronary Heart Disease. 2000, 34p.

3.     Brasky T. M., et al. Plasma Phospholipid Fatty Acids and Prostate Cancer  Risk in the SELECT Trial. Journal of the National Cancer Institute. 2013; 105 (15): 1132-1141.

4.     Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Gerência Geral de Alimentos. Guia para Comprovação da Segurança de Alimentos e Ingredientes. 2013. Disponível em: http://s.anvisa.gov.br/wps/s/r/ev

5.     Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC n. 54, de 12 de novembro de 2012. Dispõe sobre o Regulamento Técnico sobre Informação Nutricional Complementar. Diário Oficial da União, Poder Executivo, de 13 de novembro de 2012.

6.     Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução n. 16, de 30 de abril de 1999. Aprova o Regulamento Técnico de Procedimentos para Registro de Alimentos e ou Novos Ingredientes, constante do anexo desta Portaria. Diário Oficial da União, Poder Executivo, de 3 de dezembro, de 1999.

Stimulance Multi Fiber (da marca Danone)

Indagação: É mesmo necessária a ingestão desse produto para atingir a recomendação diária de fibras?

Hipótese: No Brasil, de acordo com nossos hábitos alimentares, em apenas 3 refeições diárias como por exemplo café da manhã (3,8 g do pão francês e 1,48 g do mamão), almoço (2,88 g do arroz , 5,83 g do feijão, 2,99 g da batata, 0,31 g do alface e 0,45 g do tomate) e jantar (2,88 g do arroz, 5,83 g do feijão, 0,69 g do agrião e 0,80 g da laranja sem bagaço) é possível atingir e até ultrapassar um pouco a recomendação de ingestão diária de fibras através do consumo de frutas, grãos, legumes e verduras.

Descrição do produto: De acordo com a embalagem, Stimulance é um mix de fibras da Danone que contém 6 tipos de fibras de origem natural sendo 3 solúveis e 3 insolúveis. A sugestão de consumo é de 1 (5 g) a 3 (15 g) sachês por dia em diversas preparações como: iogurte, frutas, sopas, saladas, vitaminas e shakes. Não possui sabor.  Na embalagem ainda consta uma observação: Usar sob orientação de nutricionista e/ou médico. O consumo do produto deve ser acompanhado da ingestão de líquidos, uma alimentação equilibrada e a prática de atividades físicas regularmente.
Ingredientes: polissacarídeos de soja, inulina, amido resistente, goma arábica , oligofrutose, celulose. Não contém glúten.
Informação nutricional por 5g (1 sachê) ; Valor energético 3kcal =14 kJ; Carboidratos 0,6 g ; Fibra alimentar 3,8 g ; Sódio 3,3 mg ; Potássio 16 mg; Cálcio 17 mg; Fósforo 3,8 mg ;
Em média custa  R$ 50,00 uma caixa com 14 sachês (5 g cada) .  

Legislação: A recomendação da ANVISA no Brasil é de 25 g/dia, para um adulto saudável.


Fundamentos Bromatológicos: As fibras alimentares não são absorvidas pelo organismo, auxiliam o funcionamento do intestino e estão presentes em frutas, vegetais, legumes e grãos. São classificadas como solúveis e insolúveis. As solúveis formam um gel que retardam o esvaziamento gástrico e diminuem o ritmo de absorção de nutrientes. As insolúveis aceleram a passagem pelo intestino, aumenta o volume fecal por absorverem o líquido e é eficiente contra a constipação. Porém, o consumo exagerado de fibras, não associado à ingestão de líquidos, leva a formação de fezes duras que dificulta o funcionamento do intestino e também prejudica a absorção de nutrientes importantes para o corpo como, por exemplo, minerais como zinco, cálcio e ferro.

Por Bárbara Muller Gonçalves. 

O uso racional de suplementos energéticos por atletas



Descrição do produto: O produto Maltodextrin, da BodyAction, é comercializado como suplemento para atletas. Composto por carboidratos complexos, é importante para a reposição energética dos atletas. No entanto, seria o uso deste produto benéfico e qual seria o modo correto de utilização, sem que cause danos à saúde dos indivíduos? 

Fundamentos bromatológicos: 

Fonte: http://www.madrugaosuplementos.com.br/maltodextrina-1kg-body-action/ 

Este produto é composto basicamente por maltodextrina, um carboidrato complexo. Estes carboidratos são hidrolisados por enzimas do organismo para a produção de energia. Para que os atletas consigam a quantidade de energia necessária para o desempenho das atividades físicas, é necessário a disponibilidade de carboidratos no tecido muscular e tecido nervoso, o qual aceita como fonte de energia apenas glicose.
Este produto é altamente utilizado por apresentar baixo custo e ser acessível a população. 
Caso a relação entre a ingestão e o gasto apresentar um balaço energético negativo, isto é, a quantidade energética ingerida for menor que a gastada para realização do metabolismo corporal e atividades físicas, o atleta poderá sofrer alterações corporais, e, como consequência,  perderá massa muscular Devido à necessidade de um aporte maior pelos atletas é comum que haja a ingestão de suplementos, sejam estes consumidos antes, durante ou após a atividade física. No entanto, se o consumo de Maltodextrin for superior à quantidade necessária para os treino, o indivíduo sofre ganho de peso, o que pode desencadear grandes danos à saúde.  


Legislação: A Resolução de Diretoria Colegiada – RDC Nº 18, DE 27 DE ABRIL DE 2010 - dispõe sobre alimentos para atletas. O Maltodextrin foi formulado para  auxiliar os atletas a atender suas necessidades nutricionais específicas e auxiliar no desempenho dos exercícios. Conforme o artigo 4 desta legislação, atleta é definido como praticantes de exercício físico com especialização e desempenho máximos com o objetivo de participação em esporte com esforço muscular intenso; e  suplemento energético para atletas é definido como produto destinado a complementar as necessidades energéticas. O produto Maltodextrin está enquadrado na definição de suplementos energéticos para atletas. 
No artigo número 7 desta RDC estão descritos os requisitos mínimos que estes produtos devem conter:
l - o produto pronto para consumo deve conter, no mínimo, 75% do valorproveniente dos carboidratos; 
II - a quantidade de carboidratos deve ser de, no mínimo, 15 g na porção do produto pronto para consumo; 
III - este produto pode ser adicionado de vitaminas e minerais, conforme Regulamento Técnico específico sobre adição de nutrientes essenciais; 
IV - este produto pode conter lipídios, proteínas intactas e ou parcialmente hidrolisadas; 
V - este produto não pode ser adicionado de fibras alimentares e de não nutrientes. 

Discussão e Conclusão: O Maltodextrin é um produto comercializado de acordo com as exigências da legislação. Apresenta alto índice glicêmico.  Por isso deve ser consumido com consciência dos riscos de seu uso abusivo e de acordo com a quantidade necessária nos treinos. Se consumido em excesso, o indivíduo sofre ganho de peso,o que pode levar ao desenvolvimento da obesidade. Este produto deve ser consumido conforme as orientações de um nutricionista e em quantidades adequadas aos tipos de atividade física praticadas durante o pré ou pós-treino.

Referências:

Fontan J. N.; Amadio M. B. (2015).Use of carbohydrate before physical activity as ergogenic aid: a systematic review.  Rev Bras Med Esporte – Vol. 21: 153-157.

Por Camila P. Tavares e Débora Duarte.

Benefícios do uso do colágeno hidrolisado

A ingestão de colágeno hidrolisado impede o avanço de doenças osteoarticulares? Como?

Suplemento FDC triple Oil

Descrição do Produto
            O triple Oil (90 cápsulas) é uma combinação de óleo de peixe, óleo de linhaça e óleo de                      borragem, ricos em ômega-3,6 e 9, respectivamente.



         As maiores fontes de ômega 3 são os peixes de águas frias e profundas, oleaginosas e óleo de               linhaça, ovos enriquecidos e leite fortificado. Contudo, isso não significa que comer peixe                   diariamente é a solução para todos os problemas, pois qualquer excesso acarreta prejuízos para           a saúde. Por ter um alto poder de oxidação o consumo de ômega 3 deve ser associado à                        ingestão  de vitaminas antioxidantes.1
Nutren senior (Nestle)

 

A manutenção da saúde, nos diferentes estágios da vida é influenciada de maneira significativa pela alimentação, que também influenciará a qualidade de vida na senescência. Desta forma, a utilização de suplemento alimentar em idoso traz um benefício significante?

Existem diferentes maneiras para melhorar o estado nutricional de idosos, sendo o consumo alimentar a maior parte, envolvendo o benefício na quantidade, na qualidade ou a combinação destes fatores. A quantidade consumida pode ser influenciada pelas condições de acesso aos alimentos, assistência na alimentação, melhora no ambiente de refeições e sabor dos mesmos. A qualidade do consumo pode ser melhorada por meio de orientações nutricionais de uma alimentação balanceada, pelo fornecimento de alimentos variados e nutritivos, e pela verificação da necessidade de complementação nutricional.

Descrição do produto: Nutren sênior é uma Combinação de cálcio, proteína e vitamina D. Foi o primeiro produto da Nestlé Brasil voltado para quem tem mais de 50 anos. Nutren Senior em Pó  é prático e versátil, pode ser adicionado em bebidas, preparações doces ou salgadas. Basta adicionar leite e está pronto para beber. Disponível em embalagens de 370g, em Pó, nos sabores Baunilha, Café com Leite e Chocolate.

Nutren Senior Informação Nutricional


Legislação: Portaria nº 32, de 13 de janeiro de 1998 - Aprova o Regulamento Técnico para Suplementos Vitamínicos e ou de Minerais

Fundamentos bromatológicos:
Os idosos se encontram dentro do grupo de risco de carência de macro e micronutrientes, uma das causas é a dificuldade na manutenção adequada da ingestão energética e de nutrientes por meio de uma alimentação balanceada. Há mudanças fisiológicas que alteram o estado nutricional, como: diminuição do metabolismo basal, redistribuição da massa corporal, entre outros. Estas mudanças podem interferir no consumo alimentar.
A perda de peso é indicador de inúmeras patologias e está relacionada com o aumento no risco de morbi-mortalidade. Assim, a perda de peso deve ser considerada pois 10% ou mais de perda de peso, em um período de seis meses, é um provável indicador de problemas de saúde.
Muitas vezes a desnutrição é vista como um processo normal de envelhecimento, sendo ignorado. Com isso, a suplementação alimentar é uma forma válida e eficaz para recuperação e manutenção do estado nutricional nessa faixa etária.




terça-feira, 4 de julho de 2017

Sementes de Canhâmo: o alimento completo?


As sementes de canhâmo chegaram ao mercado brasileiro como uma forte promessa de suplemento alimentar, sendo altamente defendida por nutricionistas. Além das altas quantidades de nutrientes básicos, vitaminas e minerais as “Hemp Seeds” possuem alto teor de oleos essenciais como omega 3 e 6, que possuem diversas propriedades medicinais. Seria então a semente de canhâmo o alimento completo que além de nutrir integralmente poderia possuir propriedades medicinais seguras para o consumo?

segunda-feira, 3 de julho de 2017

OLEAGINOSAS: Sementes oleaginosas podem ser indicadas contra a prevenção de doenças cardiovasculares?


Sementes ricas de óleo, envolvidas por uma casca rígida e conhecidas por ser um grupo de alimentos muito saudável. Ricas em proteínas, gorduras insaturadas, vitaminas e minerais, as oleaginosas não podem ficar de fora da dieta. 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Vanádio é um bom suplemento mineral para atletas?

O vanádio é encontrado em uma série de alimentos, incluindo salsa, cogumelos, frutos do mar e alguns grãos. A sua absorção é extremamente ineficiente, pois apenas cerca de 1% do vanádio que uma pessoa come é absorvido pelo organismo. Os seres humanos precisam de pequenas quantidades, porém ainda não se chegou a um consenso, e sabe-se que a dieta média fornece 6 –18 mcg diárias.

A partir de 1980 o vanádio começou a chamar atenção quando estudos mostraram uma capacidade de melhorar a resistência à insulina de ratos quando suplementados com o seu sulfato. Já em 1985, estudos demonstraram que o vanádio no músculo esquelético altera o metabolismo de glicose de modo semelhante ao da insulina, aumentando a expressão de GLUT4, e também a taxa metabólica basal e consequentemente favorecendo a queima de calorias. No entanto, atualmente a evidência de que sulfato de vanádio e outros suplementos com vanádio são úteis no tratamento da diabetes humana, é limitada e controversa, pois a maioria dos estudos foram realizados em animais e alguns desenvolveram anemia, baixas contagens de glóbulos brancos, colesterol alto, dano renal grave e doenças cardíacas, tornando assim a janela terapêutica muito estreita.

O problema é que o vanádio tem sido comercializado como um suplemento esportivo para fisiculturistas e outros que desejam diminuir o apetite e peso corporal, mas não há evidência de que ele aumenta o desempenho e também não parece ter um efeito sobre a glicemia de quem não é diabético ou apresenta resistência à insulina, e por isso não é recomendado devido aos resultados ditos anteriormente.

Caso ainda se queira fazer o uso, deve-se dosar rigorosamente a sua concentração, pois 30 mM de sulfato de vanádio na corrente sanguínea de um adulto médio, é tóxico.

Encontra-se facilmente na internet tabletes contendo 2mg de sulfato de vanádio e também em farmácias de manipulação.


Referências:

DOMINGO, José L.; GÓMEZ, Mercedes. Vanadium compounds for the treatment of human diabetes mellitus: A scientific curiosity? A review of thirty years of research. Elsevier, [S.L], v. 95, p. 137-141, set. 2016.

J, K. et al. Insulin-mimetic property of vanadium compounds. Postepy Biochemii, Szczecin, v. 62, p. 60-65, fev./mar. 2016.

UNIVERSITY OF MARYLAND MEDICAL CENTER. Vanadium. Disponível em: <http://www.umm.edu/health/medical/altmed/supplement/vanadium>. Acesso em: 11 mai. 2017. 

Açaí: existe alguma relação entre este alimento energético e a diabétes?


O açaí é uma fruta que trás diversos benefícios a saúde, além de ser um alimento versátil, ou seja, que pode ser utilizado em conjunto com outros alimentos e até mesmo puro. No Brasil, Amazonas e Pará são os maiores produtores destas frutas e é um produto consumido em grande quantidade pela população brasileira. Porém, esta mesma população julga o mesmo como um "bomba calórica", isto é verdade? Será que este fator pode estar relacionado com a diabétes?

domingo, 18 de junho de 2017

Pró-Biótico e seu uso crescente sem prescrição médica, quais os riscos e benefícios?



     Nos dias atuais é comum ver pessoas substituindo a alimentação natural (hotaliças, cereais, proteínas ...) por produtos industrializados que vem com a promessa de suprimir as necessidades básicas de cada perfil de ser humano (way, pró-bioticos, hipertônicos, vitaminas e pré-bioticos).

       Nos últimos anos o uso de pró-bioticos vem aumentando, no lugar de uma alimentação rica em hortaliças e fibras em geral. Esse aumento é devido à facilidade do uso desses nutracêuticos frente às problemáticas do uso da culinária tradicional (aceitação por cor, cheiro e sabor) e sua aparente baixa eficácia frente aos problemas intestinais. O que nos leva a perceber que estamos com uma geração dependente de laxante em geral. 

Introdução

      Nos dias atuais é comum ver pessoas substituindo a alimentação natural (hotaliças, cereais, proteínas ...) por produtos industrializados que vem com a promessa de suprimir as necessidades básicas de cada perfil de ser humano (way, pró-bioticos, hipertônicos, vitaminas e pré-bioticos).
      Nos últimos anos o uso de pró-bioticos vem aumentando, no lugar de uma alimentação rica em hortaliças e fibras em geral. Esse aumento é devido à facilidade do uso desses nutracêuticos frente às problemáticas do uso da culinária tradicional (aceitação por cor, cheiro e sabor) e sua aparente baixa eficácia frente aos problemas intestinais. O que nos leva a perceber que estamos com uma geração dependente de laxante em geral.      O que nos leva a pensar se: O uso de pró- bióticos substitui a alimentação com hortaliças, fibras e cereais? O uso de pró-bióticos realmente ajuda na regulagem do sistema digestório? E quais as variantes dessa pesquisa "O elemento variante dessa pesquisa é o próprio individuo onde cada indivíduo terá sua microbiota própria e sua própria variedade em concentração."

Fundamentos Bromatológicos e Discussão

Nutracêuticos:

      Esse termo vem da junção de “NUTRIENTES” com “FARMACÊUTICOS” classificando assim os suplementos alimentares que contem uma maior concentração de algum composto bioativo de alimento que vem melhorar o organismo.
      Esses nutrientes são compostos encontrados nos alimentos em gerais que são essenciais ao corpo humano como vitaminas, minerais, enzimas e gorduras. Sendo fundamentais para a prevenção e tratamento de doenças.

Saúde Intestinal:

      A microbiota intestinal é formada por micro-organismos que habitam nosso intestino. Essas bactérias participam ativamente do nosso metabolismo regulando varias funções do organismo, como movimento peristáltico, digestão, proteção contra patógenos, produção de vitamina, estimulação do sistema imunológico e absorção de nutrientes.
      A flora intestinal é composta por bactérias que são potencialmente nocivas e benéficas ao nosso organismo quando estão em equilíbrio. Contudo, com o advento da vida moderna (sedentarismo, alimentação desbalanceada, tabagismos, alcoolismo, automedicação e prescrições errôneas) a desordem do ambiente intestinal ficou mais frequente gerando constipação e diarreias, a disbiose.
      A disbiose é associada a diversas doenças e desordens metabólicas entre elas estão intolerância alimentar, diabete, obesidade, transito alimentar, intoxicação metabólica, câncer coloretal, infecção, doenças cardiovascular e odontológica. E para se evitar a disbiose é necessário manter hábitos de vida saudável (exercícios físicos, alimentação balanceada e beber água).

Legislação

O que são pró-bióticos?:

     Os pró-bioticos são nutracêuticos compostos por micro-organismos vivos, que quando administrados corretamente, agem de forma benéfica equilibrando a flora intestinal, quando associada a um pré-biotico ou uma alimentação saudável. Segundo a ANVISA produtos lácteos e aqueles que contem os seguintes micro-organismos: Lactobacillus acidophilus, Lactobacillus casei shirota, Lactobacillus casei var rhamnosus, Lactobacillus casei var.defensis, Lastobacillus paracasei, Lactococcus lactis, Bifidobacterium bifidum, Bifidobacterium animallis (inclusive a subespécie B. Lactis), Bifidobacterium longum e a Enterococcus faeciu.

Conclusão

     Visto que o pró-biotico é composto principalmente por bactérias da nossa flora intestinal e que sua manutenção é feita através de pré-bióticos e/ou alimentação saudável. Podemos concluir que a substituição da alimentação rica em fibras e cereias pelo pró-bioticos não tem sua eficácia garantida. Porém eles possuem um papel fundamental para a regulação do sistema digestório, promovendo a entrega das cepas adequadas para o equilíbrio da flora intestinal como um todo.

Referências

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